Patinetes, bikes elétricas e ciclomotores: Rio endurece regras e cria cadastro obrigatório

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Foto - Divulgação/PrefeituraRJ

Atenção, quem anda de patinete, bicicleta elétrica ou ciclomotor pelas ruas do Rio: as regras mudaram — e agora a Prefeitura vai apertar a fiscalização.

Um novo decreto publicado nesta quarta-feira (26) regulamenta a circulação desses veículos e cria o Cadastro de Microequipamentos Eletrificados (CADMICRO), que será usado para registrar e fiscalizar a frota que circula pela cidade.

A principal mudança está nas restrições de circulação. Patinetes e bicicletas elétricas não poderão trafegar em vias onde a velocidade máxima permitida seja superior a 40 km/h. Nas ruas mais lentas, devem utilizar ciclovias, ciclofaixas ou o bordo direito da pista.

E tem limite de velocidade: dentro da malha cicloviária, esses equipamentos não poderão passar de 25 km/h.

Nas calçadas e passeios destinados aos pedestres, a regra é ainda mais dura: veículos motorizados ficam proibidos de circular, salvo em locais específicos autorizados e sinalizados pela Prefeitura. Nesses casos, a velocidade máxima será de apenas 6 km/h.

Ciclomotor terá exigências de moto

Para os ciclomotores, as exigências são maiores. Veículos com motor de até 4 kW ou 50 cm³ só poderão circular em vias com velocidade máxima de até 60 km/h.

O condutor precisará ter habilitação categoria A ou ACC, além de o veículo estar emplacado e devidamente licenciado.

Capacete passa a ser obrigatório

O decreto também determina o uso de capacete por condutores e passageiros autorizados.

Os equipamentos deverão contar ainda com itens como campainha, sinalização noturna e indicador de velocidade.

A Prefeitura, porém, decidiu dar um período de adaptação. Até 31 de outubro de 2026, a fiscalização nas ruas terá caráter exclusivamente educativo e preventivo.

Ou seja: por enquanto, a Prefeitura vai orientar. Depois, a conversa muda de tom.

Na prática

Quem circula de patinete ou bike elétrica terá que prestar muito mais atenção ao tipo de via, ao limite de velocidade e ao local por onde está trafegando. Para os ciclomotores, a nova regulamentação aproxima as exigências das já aplicadas a veículos motorizados convencionais.

A mensagem do decreto é clara: a era da “terra sem lei” para os veículos elétricos no trânsito carioca está chegando ao fim.

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