Tem jogo

Lucas Mathias
O Palácio Guanabara, sede do Governo do Rio

Muita gente imagina que o favoritismo do prefeito do Rio, Eduardo Paes, somado a demora da direita em escolher um nome, podem ter encerrado o jogo pelo governo do Estado.

Porém, uma simples análise dos números e avaliação sobre o histórico das eleições estaduais, revelam um jogo com possibilidade de reviravoltas.

Números — O presidenciável Flavio Bolsonaro já lidera a corrida no Rio contra o presidente Lula, como mostrou a última pesquisa Prefab (34% x 27%).

Eduardo Paes vai sofrer desgaste por ser aliado de Lula, assim como o candidato da direita tende a crescer acima dos 30% na “onda bolsonarista”.

Ação e reação — Paes fechou com os Reis e ganhou força em Caxias, mas não tem colégios fortes como: Belford Roxo (Canella), São Gonçalo (Ruas e Capitão Nelson), além de ter desagradado três quase-vices: Cozzolinos (Magé), Rogério Lisboa (Nova Iguaçu) e Campos (Wladimir). Nos pequenos municípios, o bloco da direita + centro, também é grande.

Em resumo: a chance de 2º turno no Rio é real.

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