A RioLuz, companhia municipal responsável pela iluminação pública, fechou um contrato de R$ 4,1 milhões para ensinar 360 jovens e 120 monitores a atuar em áreas onde equipes técnicas da prefeitura dizem ter dificuldade para chegar, como favelas.
O acordo foi feito com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS) e tem prazo de implementação de 18 meses.
Na ponta do lápis, a conta passa de R$ 8,5 mil por participante. São 480 pessoas no pacote, entre jovens e monitores, bancadas com verbas públicas para aprender a atuar na troca e no apoio à manutenção de luminárias.
O contrato também prevê bolsas. Segundo as informações do projeto, os valores variam entre R$ 300 e R$ 600 para aprendizes, enquanto supervisores podem receber R$ 1.200.
Pode até haver justificativa social, discurso bonito e apresentação com selo de inclusão. Mas, por tantos milhões e um ano e meio de execução, o mínimo esperado é simples: que nenhum morador continue no escuro esperando a prefeitura aparecer para trocar uma lâmpada.
Questionada sobre os motivos da nova suspensão do processo licitatório, a Prefeitura do Rio não retornou nossa equipe até a última atualização. O espaço segue aberto.

