O ambiente político é movido por elogios fáceis, vaidade inflada e amizades de ocasião. Esse cenário favorece a criação de bolhas que afastam o político da realidade.
É justamente por isso que a escolha de bons assessores se torna decisiva. Mas, afinal, o que define um bom assessor?
O bom assessor é aquele que trabalha muito, observa tudo e está sempre disponível. Não busca protagonismo, não disputa espaço — entrega resultado.
Já o assessor perigoso é aquele que decide se tornar conselheiro sem ter a principal virtude exigida para isso: independência e vivência.
Afinal, aconselhar exige coragem para dizer o que o chefe não quer ouvir. E é aí que mora o problema. Muitos assessores dependem diretamente do político para sobreviver: financeiramente e politicamente. Nesse cenário, a verdade vira risco, e o silêncio ou a conveniência passam a ser estratégia de sobrevivência e, muitas vezes, de fortalecimento.
