Há histórias que parecem roteiro de ficção. Outras estão no Diário Oficial.
Em 14 de agosto de 2026, nasceu a Tradetek Cidades Inteligentes Nova Friburgo SPE S/A, uma Sociedade Anônima Fechada com capital social de R$ 10,09 milhões.
32 dias depois, em 16 de setembro, a Prefeitura de Nova Friburgo assinou com a empresa um contrato de R$ 90.115.984,92 para a concessão dos serviços de iluminação pública do município.
Prazo: 13 anos.
Antes que alguém grite “ilegalidade”, vale a ressalva: a criação de uma SPE para executar uma concessão é juridicamente possível e, por si só, não indica irregularidade.
Mas jornalismo também serve para fazer perguntas.
Como uma empresa criada há apenas 32 dias chegou a um contrato de R$ 90 milhões? Qual foi o processo, quem participou, quais foram os critérios para a concessão?
Enquanto pequenos empresários passam meses enfrentando burocracia para abrir as portas, a Tradetek parece ter encontrado um caminho iluminado: nasceu em agosto e, em setembro, já estava diante de um contrato milionário.
Legalidade é uma coisa. Transparência é outra.
A Prefeitura é convidada a dar luz ao caso. O espaço permanece aberto para um eventual pronunciamento oficial.

