Um dia após ser eleita, Júlia de Castro é alvo de processo de Erika Hilton por vídeo crítico

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Foto: Divulgação

Um dia depois de ser eleita a deputada federal mais jovem pelo Rio de Janeiro, Júlia de Castro (PL) revelou que é alvo de uma representação eleitoral movida por Erika Hilton (PSOL-SP). A ação foi apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e questiona o impulsionamento pago de um vídeo publicado durante a campanha.

“Um dia de eleita e Erika Hilton me processou por conta desse vídeo, impulsionamento de propaganda eleitoral negativa, porque não conseguiu me acusar por transfobia”, afirmou Júlia.
Na gravação, Júlia reage a uma fala de Hilton sobre “pessoas que gestam” e faz críticas à atuação da deputada. “Essa pessoa hoje tem tentado, de muitas formas, corromper, de fato, a juventude”, diz. Em outro trecho, afirma que características biológicas e o “DNA XX” formariam uma mulher e critica a substituição da expressão “mulher que gesta” por “pessoa que gesta”.

“Ela que se diz feminista, que se diz para proteger as mulheres, que quer fazer uma Comissão das Mulheres plural, na verdade está promovendo o apagamento da mulher”, declarou Júlia no vídeo. A defesa de Hilton sustenta que o conteúdo é negativo e que seu alcance foi ampliado mediante pagamento, o que violaria as regras eleitorais sobre impulsionamento.

A petição também classifica as declarações como de “viés transfóbico”, mas a representação apresentada ao TRE-RJ pede especificamente a aplicação de multa por suposto impulsionamento irregular. Não há, nesse processo, pedido de condenação criminal de Júlia por transfobia.

Júlia foi eleita no domingo (4), aos 24 anos, com 103.880 votos. A candidata mais nova do PL no estado ficou na 19ª posição em votação nominal para deputada federal no Rio e assumirá o mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2027.

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