O clima virou guerra aberta na Alerj nesta terça (2). O deputado Alexandre Knoploch (PL) usou o microfone para fazer uma denúncia gravíssima e sem rodeios: segundo ele, o colega Flávio Serafini (PSOL) teria acusado o presidente da Casa de ligação direta com o Comando Vermelho.
“Ele disse que o presidente é liderança de facção criminosa, braço do Comando Vermelho”, afirmou Knoploch, em tom indignado. E foi além: “Se o Comando Vermelho for considerado grupo terrorista, ele teria que ser o primeiro preso”. O deputado ainda reforçou que não se tratava de boato: “Eu ouvi. Não estou maluco. Sei exatamente o que ouvi”.
A fala incendiou o plenário. Knoploch subiu ainda mais o tom ao atacar o comportamento do adversário: “Num ano eleitoral, não tem escrúpulos e fala o que vem na cabeça” e cobrou reação da Casa: “Não dá mais esse tipo de comportamento”. Em outro momento, pressionou diretamente: “Se ele for homem, não vai negar o que falou”.
A resposta de Serafini veio rápida — e também afiada. O deputado negou categoricamente e partiu para o contra-ataque: “Desafio qualquer deputado a apontar um momento em que eu acusei alguém sem prova”. Ele ainda reforçou o histórico: “Nunca fiz ilação contra nenhum deputado de fazer parte de facção criminosa”.
Serafini também desmontou a versão sobre o local e a data: “Faz pelo menos cinco semanas que eu não participo do Buraco do Lume”. E ironizou: “Ou o deputado Knoploch ou os informantes dele estão com o serviço de inteligência bastante atrapalhado, no mínimo”.
Mesmo assim, Knoploch dobrou a aposta e disse ter prova em mãos: “Eu consegui gravar uma pequena parte. Não foram informantes, fui eu que ouvi”. E concluiu: “Sou responsável pelo que falo”, prometendo entregar o material à presidência da Casa para avaliação.
O bate-boca escancarou o nível de tensão na Alerj e elevou o tom da disputa política no Rio. Com acusações desse calibre e promessa de áudio como prova, a crise está longe de acabar — e pode ganhar novos capítulos nos próximos dias.
