Marcha para Jesus pode virar patrimônio cultural

Jefferson Lemos
Foto - Tânia Rêgo/EBC

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados deu sinal verde ao projeto de lei que eleva a Marcha para Jesus ao status de bem cultural imaterial da nação brasileira. A proposta, que também autoriza a destinação de recursos públicos para eventos gospel em todo o país, segue agora para votação no Senado.

De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto destaca a relevância social, cultural, econômica e turística das manifestações religiosas cristãs. O parlamentar lembrou que a Marcha já integra o calendário oficial nacional desde 2009, quando foi sancionada a Lei 12.025.

Isidório argumenta que celebrações cristãs, tanto evangélicas quanto católicas, desempenham papel importante na mobilização social, oferecendo conforto espiritual, gerando empregos temporários e impulsionando o comércio e o turismo religioso.

Histórico da Marcha

Realizada pela primeira vez em 12 de junho de 1993, em São Paulo, a Marcha para Jesus consolidou-se como um dos maiores eventos cristãos do Brasil. Hoje, segundo os organizadores, está presente em todos os estados e reúne multidões em atos de fé e música.

Próximos passos

Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pelo Senado e, em seguida, sancionado pelo presidente da República. Caso avance, o reconhecimento oficial reforçará o peso cultural e religioso da Marcha, que há mais de três décadas movimenta milhões de brasileiros.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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