A história do futebol brasileiro ganha um novo capítulo de reconhecimento. A lendária Charanga do Flamengo, primeira torcida organizada do país, criada em 1942 por Jaime de Carvalho, vai se tornar patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro.
O Projeto de Lei nº 6106/22, de autoria do deputado Rodrigo Amorim (União), foi aprovado nesta quinta-feira (05) em discussão única na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Agora, o texto segue para sanção do governador Cláudio Castro (PL).
Amorim destacou a relevância da iniciativa para a preservação da memória e identidade da torcida rubro-negra. “A Charanga merece proteção pela sua importância social, impedindo qualquer tentativa de destruição de seu valor cultural para o Estado”, afirmou o parlamentar.
A origem da Charanga
Fundada em 11 de outubro de 1942, durante o clássico entre Flamengo e Fluminense nas Laranjeiras, a Charanga revolucionou o ambiente dos estádios. Até então, não havia torcedores uniformizados, bandeiras ou bandas musicais acompanhando os jogos.
O nome “Charanga” foi imortalizado pelo locutor Ary Barroso, da Rádio Tupi, nos anos 40. Desde então, o grupo se tornou símbolo da paixão rubro-negra e referência para todas as torcidas organizadas que surgiram posteriormente no Brasil.
Se confirmada a sanção, a Charanga do Flamengo não será apenas lembrada como pioneira, mas oficialmente reconhecida como parte do patrimônio cultural do Rio — um marco que eterniza sua contribuição para a história do futebol e da cultura popular brasileira.
