A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) abriu espaço, nesta semana, para um tema que une ciência, esperança e direitos: a contribuição da pesquisa científica na vida das pessoas com deficiência. Em audiência pública promovida pela Comissão da Pessoa com Deficiência, o plenário se transformou em palco de reflexões sobre inclusão e também de reconhecimento.
A cientista Tatiana Sampaio, bióloga e professora da UFRJ, foi homenageada com uma Moção de Aplauso por seu trabalho pioneiro no desenvolvimento da Polilaminina, substância que desponta como promessa em tratamentos neurológicos. Referência nacional na área de reabilitação, Tatiana destacou a importância de devolver à sociedade o investimento feito em sua formação:
“É muito bom que eu possa usar a ciência para ajudar pessoas e devolver para a sociedade o que recebi. Este é um momento de encontro da solidariedade, que é o que nos une.”
O presidente da comissão, deputado Fred Pacheco (PL), ressaltou que o trabalho da pesquisadora representa mais do que ciência: é esperança.
“A atividade da Dra. Tatiana acendeu luz em muitos corações. Seu estudo traz um aceno de vitória e mostra que, com recursos bem aplicados, podemos devolver protagonismo às pessoas com deficiência.”
Vozes pela diversidade
A audiência reuniu diferentes perspectivas sobre inclusão:
– Fátima Montenegro, atriz e pedagoga autista, destacou o papel da educação e da ciência na superação de preconceitos e na valorização de talentos.
– Michele Joia, mestre em diversidade e inclusão, lembrou a importância da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e defendeu pesquisas voltadas às famílias que cuidam de pessoas com deficiência.
– Jéssica Mendonça, advogada e autista, relatou seu diagnóstico tardio e reforçou que inclusão significa permitir que cada pessoa seja quem realmente é.
Também participaram a subsecretária de Políticas Inclusivas da Casa Civil, Bianca Pacheco, e o deputado Júlio Rocha (Agir), vice-presidente da comissão.
Impacto
O encontro na Alerj não foi apenas uma homenagem, mas um marco de reconhecimento da ciência como ferramenta de transformação social. Entre relatos pessoais e avanços científicos, ficou evidente que inclusão e diversidade caminham lado a lado com pesquisa e educação — pilares de um futuro mais justo e humano.
