Sabe aquele salgado da padaria, o sanduíche da lanchonete ou o doce vendido por unidade que você compra sem fazer ideia do que realmente tem dentro? Isso pode mudar no Rio. A Alerj aprovou nesta terça-feira (11), em primeira discussão, um projeto que amplia a obrigação de informar a composição nutricional dos alimentos vendidos por peso ou unidade.
A proposta é do deputado Samuel Malafaia (PL) e pode atingir padarias, confeitarias, bares, cafés, lanchonetes e estabelecimentos semelhantes. Pela regra, o consumidor teria direito a conhecer a composição nutricional mesmo quando o produto não tiver embalagem própria.
E tem uma novidade importante: a exigência não ficaria limitada aos alimentos produzidos pelo próprio comércio. A proposta também inclui produtos revendidos ou que tenham passado por algum tipo de preparação ou manipulação no local.
Na prática, a ideia é dar ao consumidor mais condições de saber o que está colocando no prato — e evitar surpresas para quem precisa controlar calorias, açúcar, sódio ou outros componentes da alimentação. Hoje, a legislação estadual exige essas informações principalmente para produtos fabricados pelo próprio estabelecimento.
O projeto ainda precisa ser aprovado em segunda discussão antes de seguir para eventual sanção. Se virar lei, aquele “me vê um salgado e um café” pode vir acompanhado de uma pergunta cada vez mais comum: afinal, o que tem nesse salgado?
