Presidente venceu em bairros nobres como Leblon, Ipanema, Gávea e Laranjeiras, enquanto senador do PL dominou áreas populares como Campo Grande, Bangu e Santa Cruz
O recado das urnas no primeiro turno foi claro: nos redutos tradicionais da elite carioca, Lula encontrou terreno fértil para sua votação. Em Laranjeiras, Lula (PT) alcançou 64,7% dos votos válidos registrados nos locais de votação do bairro. O presidente também venceu em Botafogo, com 59,6%, e em Copacabana, com 53,5%. No Leblon, levou a melhor por uma margem menor: 46,2%, contra 42,1% de Flávio Bolsonaro (PL).
O desempenho do petista se repetiu em outros bairros valorizados, como Ipanema, Gávea, Jardim Botânico, Flamengo, Humaitá e Catete.
Flávio conquista o povão da Zona Oeste
Do outro lado da cidade, o cenário foi diferente. Flávio Bolsonaro abriu vantagem em regiões populares da Zona Oeste, onde o peso eleitoral dos bairros é decisivo para qualquer candidato que queira vencer no Rio.
Em Campo Grande, o senador chegou a 58,7% dos votos válidos apurados nos locais de votação do bairro. Na Barra da Tijuca, registrou 58,2%; no Recreio dos Bandeirantes, 57,2%; e em Bangu, 56%. Em Santa Cruz, alcançou 55,4%.
O candidato do PL também ficou à frente em Realengo e em áreas de Jacarepaguá. É uma votação que mostra a força do bolsonarismo coloca o eleitorado popular no centro da disputa pelo segundo turno.
Na Zona Norte, a disputa ficou mais fragmentada. Lula venceu na Tijuca, em Vila Isabel e no Méier, enquanto Flávio ficou à frente em bairros como Irajá, Pavuna e Vila da Penha. Em Madureira, o petista venceu por uma diferença apertada.
