A guerra eleitoral saiu das redes sociais e foi parar nos postes do Rio. Duas militantes foram conduzidas à delegacia após serem abordadas na Taquara com cartazes de fake news contra Flávio Bolsonaro e materiais usados para fixá-los. O caso chegou à Polícia Federal e ganhou repercussão após ser divulgado pelo vereador Chagas Bola (PL): “Se você vir rolando fake news no seu bairro, na sua região, denuncie, que a gente vai pra cima e vamos prender., disse.
Entre os cartazes apreendidos, o tom era pesado: uma das peças dizia que quem apoia Flávio Bolsonaro também apoiaria um pedófilo. Outra apelava à fé dos católicos, com mensagens envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Acusações graves que transformaram a disputa política em uma verdadeira guerra de panfletos e narrativas.
Chagas Bola afirmou que a ação começou após uma denúncia recebida pelas redes sociais. Em vídeo, o vereador disse ter acompanhado o caso na 32ª DP e acusou adversários políticos de espalhar fake news contra o candidato. Ele também afirmou que os envolvidos haviam sido presos em flagrante.
Em uma eleição marcada pela polarização, a disputa não fica restrita aos palanques. Quando acusações graves vão parar nos postes, o eleitor precisa separar propaganda política, ataques e fatos comprovados.
