A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, avança de forma consistente no cenário eleitoral de 2026 e começa a se firmar como principal representante da direita nas eleições 2026.
Segundo o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, os números revelam que a “arrancada” de Flávio não se deve apenas ao apoio dos bolsonaristas, mas também ao crescimento entre eleitores da direita não bolsonarista, que passam a considerar o senador como alternativa viável.
“Os dados sugerem que a força de Flávio não é só fruto da base bolsonarista, mas também da direita não bolsonarista, que começa a migrar para ele”, afirma Nunes.
Avanço nas intenções de voto
– Flávio concentra 77% das intenções de voto entre bolsonaristas, consolidando a transferência de apoio da base do pai.
– Entre a direita não bolsonarista, o senador já alcança 48% das intenções de voto, mesmo diante de nomes como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior e Romeu Zema.
– A rejeição ao senador caiu de 60% em dezembro para 55% em janeiro, enquanto a de Lula permanece em 54%.
O desafio do centro
Nunes ressalta que o grande obstáculo de Flávio será conquistar o eleitor independente, de centro, considerado decisivo para definir o resultado da eleição. Mas que isto já está acontecendo.
“Esse movimento já começa a aparecer nos dados”, observa o analista.
Detalhes da pesquisa
– Instituto: Quaest, encomenda da Genial Investimentos
– Período: 8 a 11 de janeiro
– Entrevistados: 2.004 pessoas
– Margem de erro: 2 pontos percentuais
– Nível de confiança: 95%
– Registro no TSE: BR 00835/2026
Eleitorado dividido
O levantamento mostra um eleitorado fragmentado em cinco grandes grupos:
– Lulistas
– Esquerda não lulista
– Independentes
– Bolsonaristas
– Direita não bolsonarista
Com a rejeição em queda e a adesão crescente fora da base bolsonarista, Flávio Bolsonaro vai, pouco a pouco, ocupando espaço e se consolidando como nome certo no segundo turno.

