A eleição do deputado Douglas Ruas (PL) para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta sexta-feira (17), desencadeou uma ofensiva direta de aliados contra a oposição. Parlamentares criticaram a judicialização do pleito e o esvaziamento do plenário, classificando a atitude como desrespeito ao processo democrático.
O deputado Alan Lopes (PL) abriu as críticas classificando as ações judiciais como má-fé. “A maneira com que impetraram as liminares foi maldosa, foi de má-fé”, disse. Ele elogiou a decisão do TJ-RJ e reforçou a autonomia do Legislativo: “Os problemas do Poder Legislativo são resolvidos no Poder Legislativo”.
Alan Lopes ainda questionou as denúncias de suposta pressão política. “Quem é que está constrangendo prefeitos e parlamentares? Isso precisa ser esclarecido, isso é muito grave”, afirmou. Em tom político, criticou o boicote da oposição: “Se estivessem aqui e perdessem, eu cumprimentaria, mas jamais judicializaria”.
Líder do PL na Alerj, Filippe Poubel cobrou punição financeira aos ausentes. “Falta sem justificativa implica desconto no salário, não é correto receber sem trabalhar”, afirmou, pedindo providências da Mesa Diretora.
Na mesma linha, o deputado Bruno Dauaire (União) criticou o boicote à votação. “Não é normal, precisamos enfrentar os adversários. Não existe razão para este plenário estar com apenas 45 presentes”, disse. Ele também reforçou a legalidade do processo: “Não há nada de ilegal, este Parlamento é autônomo”, ao elogiar o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
O deputado Rodrigo Amorim (PL) acusou a minoria de tumultuar a sessão. “Fazem baderna nas galerias e desrespeitam este Parlamento”, declarou. Ele também rebateu acusações de irregularidades: “Se houve ameaça, que digam o nome… não se pode lançar suspeitas generalizadas”.
Já o deputado Renan Jordy (PL) endureceu o discurso contra a judicialização. “Quando perde no voto, recorre a outros meios… tenta judicializar um processo eleitoral”, afirmou. Em tom mais incisivo, completou: “Não é profissão… é mau-caratismo”.
Por sua vez, o deputado Carlinhos BNH (PP) resumiu o posicionamento da base aliada ao destacar a legitimidade do resultado: “O plenário foi soberano”.
As falas escancaram o clima de confronto na Alerj após a eleição de Ruas e indicam que a nova gestão começa sob forte tensão política, com embates diretos entre base e oposição dentro e fora do plenário.
