Quatro deputados retiraram seus votos em Douglas Ruas para presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) após se filiarem ao PSD, de Eduardo Paes. A medida vai de encontro ao argumento do partido – e de outras legendas de oposição – em ação derrotada na Justiça, que pedia que a votação fosse secreta justamente para evitar que houvesse “pressões políticas”.
Na eleição realizada em 26 de março, posteriormente suspensa pelo Judiciário, os deputados André Corrêa, então no PP; Célia Jordão, à época no PL; Lucinha, sem partido na ocasião; e Vinícius Cozzolino, que estava no União Brasil, votaram em Ruas. Cabe ressaltar que todos já estavam com suas idas acertadas ao PSD, aguardando apenas a abertura da janela partidária, dias depois.
A mudança de posicionamento não passou despercebida durante a nova eleição, que aconteceu nesta sexta-feira (17). Muitos deputados da ala governista presentes acusaram os partidos de oposição de hipocrisia por alegarem a existência de “pressões políticas” para o voto em Ruas, sendo que quatro parlamentares mudaram suas escolhas logo após se filiarem ao PSD.
Corrêa, Jordão, Lucinha e Cozzolino se somaram ao boicote dessas legendas logo após o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) rejeitar uma série de ações para impedir a eleição. Sem Citar nomes, Douglas Ruas afirmou ter recebido ligações de alguns dos 25 deputados que se ausentaram, afirmando lamentarem por terem de seguir a orientação de suas bancadas pela tentativa de obstrução.
Eleição secreta aumentaria votos de Ruas
Entre os deputados aliados de Douglas Ruas, é consenso que, sem as pressões do grupo político de Eduardo Paes, o novo presidente da Alerj teria recebido muito mais do que os 44 votos contabilizados no pleito desta sexta. “Caso a votação tivesse sido secreta, tenho a certeza de que vossa excelência teria mais votos, uns 60 votos, e não 44”, afirmou Fábio Silva, líder do União Brasil na Assembleia.
