Golpe do falso advogado faz vítimas e Alerj avança para barrar esquema

Jefferson Lemos
Nesta quarta (17), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, com emendas, um projeto que promete apertar o cerco (Alex Ramos/Alerj)

O famoso “golpe do falso advogado” — que tem feito vítimas em todo o país — entrou de vez no radar da Alerj. Nesta quarta (17), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, com emendas, um projeto que promete apertar o cerco contra esse tipo de fraude no Rio.

A proposta, de autoria do deputado Renato Miranda (PL), cria uma série de medidas para prevenir golpes digitais, proteger cidadãos e até resguardar advogados e instituições públicas que têm seus nomes usados por criminosos.

Mas o texto ainda não está fechado. Durante a discussão, o deputado Luiz Paulo (PSD) pediu mais tempo para ouvir a Ordem dos Advogados do Brasil. “A entidade já demonstrou preocupação com o tema. É importante ajustar o projeto com quem vive isso na prática”, disse.

O presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (PL), concordou e abriu espaço para o debate: “É prudente. A OAB pode contribuir com sugestões técnicas e melhorias no texto”.

Golpe cresce e faz vítimas no Rio

Segundo o autor, o alerta não é à toa. Dados da Ordem dos Advogados do Brasil mostram aumento nos casos. O esquema é simples — e perigoso: criminosos acessam dados de processos públicos, entram em contato com clientes se passando por advogados reais e pedem transferências.

Muita gente cai.

“Eles exploram a confiança do cidadão e a falta de informação para aplicar o golpe”, explica Renato Miranda.

O que muda na prática

O projeto prevê uma série de ações para tentar frear esse tipo de crime:

– Alertas obrigatórios em sites de órgãos públicos sobre golpes
– Reforço na segurança digital, com autenticação em duas etapas
– Criação de canais específicos para denúncia
– Protocolos para verificar identidade em contatos eletrônicos
– Possibilidade de bloqueio rápido de valores em caso de fraude

A ideia é integrar esforços entre órgãos como Polícia Civil, Justiça, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil e até bancos.

Além disso, o texto aposta pesado na conscientização: informar a população virou peça-chave para evitar novas vítimas.

Agora, o projeto segue para votação no plenário — e pode virar mais uma arma no combate aos golpes digitais que não param de crescer.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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