Após caso em hospital, lei proíbe bloqueio de assistência religiosa a pacientes em Niterói

Jefferson Lemos
Foto - IA

Um caso que gerou revolta dentro do Hospital Municipal Carlos Tortelly acabou virando lei em Niterói. De autoria do vereador Allan Lyra (PL), a nova regra proíbe que hospitais impeçam a entrada de líderes religiosos para atender pacientes internados.

A Lei nº 4.140/2026 foi aprovada na Câmara e sancionada nesta semana pela Prefeitura de Niterói, após a morte de Silvério Barbosa, que não recebeu assistência espiritual mesmo após solicitação, depois que um religioso foi barrado na unidade.

Diante da repercussão, o vereador apresentou o projeto para garantir, por lei, o direito à assistência religiosa em hospitais públicos e privados. O texto determina que o atendimento deve ser liberado sempre que houver pedido do paciente ou autorização da família.

A legislação também abre exceção para situações de urgência: em caso de risco de morte, o acesso de religiosos deve ser imediato, inclusive fora do horário de visitas, para assegurar ritos como a extrema unção, sem ferir protocolos médicos essenciais.

Hospitais que descumprirem a norma estarão sujeitos a advertência e multa, com penalidade dobrada em caso de reincidência. Em referência ao episódio que motivou a proposta, o vereador passou a chamar a medida de “Lei Silvério Barbosa”.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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