Não importa o assunto em pauta: no Rio, tudo acaba na segurança pública. Foi nesse clima que a sessão da Alerj desta quarta-feira (17) virou palco para um novo embate político. No meio de discussões sobre diferentes projetos, o deputado Anderson Moraes (PL) subiu o tom e cobrou urgência para seu projeto que mira direto nas facções: classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas no estado.
A fala veio com recado político e pressão explícita. Segundo Moraes, qualquer debate — seja sobre educação, transporte ou economia — acaba esbarrando no mesmo ponto: o avanço do crime.
“A gente começa falando de qualquer tema e termina na segurança. O narcoterrorismo tomou conta do estado”, afirmou.
O deputado ainda mirou o governo federal, acusando “omissão” no combate às facções e defendendo que o Rio faça o que Brasília, segundo ele, evita.
“Se o governo federal não quer agir, a gente decide aqui. A população vive aterrorizada. E quem causa terror tem que ser tratado como terrorista”, disparou.
O projeto 7774/26 segue o modelo adotado pelos Estados Unidos ao enquadrar organizações criminosas como terroristas. A proposta tem assinatura conjunta de Alexandre Knoploch, Filippe Poubel, Renan Jordy e Rodrigo Amorim, todos do PL.
Em ano eleitoral, o movimento joga mais combustível em um tema que já domina o debate público no estado — e promete transformar segurança em munição política dentro e fora da Alerj.
