Sujou, pagou: Câmara do Rio mira casas de show e exige limpeza em até 12h após festa

Jefferson Lemos
Foto - IA

Acabou a farra… pelo menos pra sujeira. A Câmara do Rio deu sinal verde, em primeira votação nesta quarta (17), para o projeto 1948/2016, que joga no colo das casas de show a responsabilidade pelo lixo espalhado depois dos eventos.

A regra é simples e direta: lotou, sujou, limpou. Os estabelecimentos terão que instalar lixeiras ou contêineres na porta e garantir que todo o entorno esteja limpo em até 12 horas após o fim da festa.

Se fingir que não é problema deles, o castigo vem no bolso: multa de R$ 2 mil.

O alvo é um velho conhecido do carioca — ruas virando cenário de “pós-apocalipse” no dia seguinte, com garrafas, copos e restos de madrugada espalhados por calçadas e vias públicas.

Um cenário que se repete não só pelo descaso de quem lucra com os eventos, mas segundo alguns vereadores, também pela falta de fiscalização e pela demora da prefeitura em fazer a limpeza, embora o Executivo afirme que fiscaliza e promove a limpeza com rapidez.

Autor da proposta, o vereador Dr. Gilberto (SD) foi direto ao ponto: se o lucro é privado, a sujeira também tem dono. A ideia é parar de empurrar a conta da limpeza para a prefeitura — e, no fim, para o contribuinte.

O projeto ainda precisa passar por nova votação. Mas o recado já foi dado: festa boa não termina em lixão.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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