Operação conjunta desmantela esquema de veículos roubados
O líder do Partido Liberal na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Filippe Poubel, fez um pronunciamento contundente nesta quinta-feira (19), revelando os primeiros resultados da ofensiva contra ferros-velhos suspeitos de comercializar peças oriundas de furtos e roubos.
Durante operação conjunta da DRFA da Polícia Civil, Detran-RJ e Inea, um desmanche de veículos roubados foi estourado na Estrada do Catonho, em Jardim Sulacap, Zona Oeste do Rio. No local, agentes encontraram um táxi roubado há menos de 24 horas já completamente desmontado. Um homem conseguiu fugir durante a ação.
Suspeita de envolvimento de policial militar
Segundo Poubel, documentos e fardas de um policial militar — supostamente o fugitivo — foram localizados no escritório do ferro-velho. A descoberta gerou indignação:
“Dentro desse ferro-velho encontrei identidade desse polícia que fugiu, máquina de cartão de crédito e três fardas. PM bandido é pior que bandido”, disparou o parlamentar, afirmando ter denunciado o militar à Corregedoria da PM e às secretarias de Polícia Civil e Militar.
Crimes ambientais e peças sem origem
Em outro ferro-velho, além das peças sem nota fiscal, o Inea identificou descarte ilegal de óleo e furto de água, configurando crime ambiental. O Detran constatou que os componentes não tinham origem comprovada, reforçando a suspeita de receptação.
Poubel destacou que a fiscalização já surtiu efeito imediato:
“Depois das primeiras operações, não havia mais ferro-velho aberto na Estrada do Catonho. Quem compra peça roubada também tem as mãos sujas de sangue.”
Um vídeo das operações foi postado pelo deputado em seu Instagram.
Projeto de lei endurece combate à receptação
Nesta semana, Filippe Poubel entrou em contato com representantes das polícias Civil, Militar, INEA e Detran para intensificar operações contra ferros-velhos que vendem peças de desmanche de veículos roubados.
A ofensiva ocorre em paralelo à aprovação do Projeto de Lei 4.972/2025, do qual Poubel é coautor. A medida autoriza a interdição cautelar de estabelecimentos flagrados comercializando cobre ou peças de veículos roubados, sem necessidade de multa prévia, complementando a Lei 9.169/21.
‘Peças manchadas de sangue’
O deputado prometeu ampliar as ações em todo o estado:
“Vamos fiscalizar o Rio inteiro para fechar esses ferros-velhos coniventes com o roubo e o latrocínio. É um comércio ilegal de peças manchadas de sangue.”
