O candidato ao governo do Rio pelo Novo, André Marinho, colocou segurança pública, combate à corrupção e recuperação das contas estaduais no centro de suas propostas durante entrevista ao Almoço do MyNews, realizada nesta quarta-feira (19).
A principal aposta é o plano “Sai Fuzil, Entra Brasil”, que prevê a retomada de territórios dominados por facções e milícias e a permanência do Estado nas comunidades, com segurança, estabilização e desenvolvimento.
A estratégia também inclui articulação internacional. Marinho afirma ter buscado autoridades dos Estados Unidos para ampliar a cooperação contra organizações criminosas do Rio e atingir o dinheiro do crime.
‘Não falta dinheiro, sobra ladrão’
Na área econômica, Marinho promete cortar desperdícios, revisar contratos e renegociar a dívida do estado sem aumentar impostos. A equipe econômica é coordenada por Paulo Rabelo de Castro e Cristiane Schmidt.
O discurso de combate à corrupção já havia sido resumido pelo candidato em outra entrevista com uma frase de forte impacto: “No Rio de Janeiro não falta dinheiro, sobra ladrão”.
Marinho também defende um fundo federal de reparação histórica para o Rio. Pela proposta apresentada ao MyNews, 40% dos recursos iriam para a dívida estadual, 30% para segurança, 20% para infraestrutura e 10% para reindustrialização.
Controladoria independente e tolerância zero
Outra proposta é criar uma Controladoria Geral Independente no Palácio Guanabara, com comando escolhido a partir de lista tríplice do Ministério Público e da OAB.
Na segurança, Marinho promete afastar comandantes de batalhões envolvidos em esquemas de extorsão e propina.
A candidatura tenta, assim, vender uma receita de choque para o Rio: tirar o território das mãos do crime, cortar desperdícios, apertar a fiscalização e recuperar a capacidade de investimento do estado.
