Depois de apresentar no ano passado um protótipo vermelho que virou motivo de piada e ver sua bola literalmente murchar, a Nike resolveu apostar novamente na camisa da seleção. Desta vez, trouxe de volta o amarelo canarinho, mas com um detalhe que incendiou debates: a palavra “Brasa” estampada no uniforme oficial para a Copa de 2026.
A repercussão política
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) não perdeu a chance de ironizar: disse que “Brasa lembra mais a picanha que Lula prometeu e nunca entregou” e criticou a perda de identidade da seleção. Para ele, apenas a convocação de jogadores que atuam no Brasil poderia resgatar a conexão com a torcida. Outros parlamentares também se manifestaram, acusando a Nike e a CBF de banalizar símbolos nacionais.
Nike explica, mas não convence
A Nike tentou explicar – sem muito convencer – que “Brasa” é uma abreviação popular usada por jovens nas redes sociais para se referir à seleção. A empresa defende que o termo já circula em transmissões esportivas e na cultura urbana, e que incorporá-lo ao uniforme seria uma forma de aproximar o time de uma geração mais conectada com lifestyle e plataformas digitais como CazéTV e Desimpedidos.
O problema é que muitos torcedores afirmam nunca ter ouvido “Vai, Brasa!” em estádios ou bares. Para eles, trata-se de uma invenção de marketing que descaracteriza a tradição da seleção. A expectativa era simples: manter o nome “Brasil” no uniforme, sem adaptações.
Entre a lacração e a tradição
No fim das contas, “Brasa” pode até soar moderno nos slides de marketing, mas nas arquibancadas ainda parece tão artificial quanto o canarinho de três pernas que apareceu no vídeo oficial de lançamento. Pois é, ao invés de um canário-da-terra, a empresa optou também por um canário lacrador.
