O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) jogou gasolina no debate sobre programas sociais ao afirmar que o modelo atual está criando uma “geração de imprestáveis” no Brasil.
A declaração, feita em evento da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, mirou diretamente benefícios como o Bolsa Família — que, segundo ele, estariam alimentando um ciclo de dependência “de pai para filho”.
Zema foi além: defendeu cortar o benefício de quem recusar emprego ou qualificação. “Teve duas, três ofertas e não quis trabalhar? Não deve continuar recebendo”, afirmou, ecoando a queixa de empresários sobre falta de mão de obra.
Como contraponto, o ex-governador propôs um “bônus de saída”: até R$ 5 mil para quem deixar programas sociais após conseguir emprego com carteira assinada.
Na mesma linha, também atacou o modelo atual de trabalho e sugeriu uma alternativa à CLT, com pagamento por hora — alegando que muitos preferem a informalidade para não perder benefícios.
A fala, dura e sem filtro, deve incendiar o debate político e colocar Zema no centro de uma das discussões mais sensíveis da corrida presidencial: assistência social ou dependência?
