A farra dos aluguéis por temporada pode estar com os dias contados

Jefferson Lemos
Foto - IA

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu apertar o freio e pode mudar de vez o jogo do aluguel por temporada no Brasil. A Corte mandou suspender todos os processos sobre o tema e agora prepara uma decisão que vai valer para todo o país.

A própria Corte já deu sinais claros: transformar imóvel residencial em fonte recorrente de hospedagem pode depender da aprovação dos vizinhos — e não é pouca coisa. São necessários dois terços dos condôminos para autorizar a mudança de uso.

O timing é explosivo. Às vésperas das férias de julho, cresce a procura por aluguel de curta duração — e junto vêm os conflitos. Moradores reclamam de prédios virando “hotel”, com alta rotatividade, circulação de desconhecidos e sensação de insegurança.

O caso entrou no rito dos repetitivos (Tema 1.443), o que significa uma coisa simples: o que for decidido vira regra geral. E isso coloca no centro da mira plataformas de locação como o Airbnb dentro de condomínios residenciais.

Hoje, o cenário é de bagunça jurídica. Há decisões proibindo e outras liberando quando não há menção restritiva na convenção do condomínio. O STJ quer acabar com esse impasse e impor um padrão nacional. Nos bastidores, cresce a expectativa de um freio mais duro na exploração comercial dentro de condomínios.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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