O Rio de Janeiro, famoso por suas praias e paisagens, anda ganhando manchetes por motivos bem menos glamorosos: turistas sendo extorquidos com preços surreais. Para tentar virar esse jogo, tramita na Alerj um projeto de lei que promete colocar freios nos “espertinhos” que transformam uma caipirinha em investimento imobiliário e uma espiga de milho em artigo de luxo.
A proposta, do deputado Alexandre Knoploch (PL), cria a Política Estadual de Promoção da Civilidade, Proteção ao Turista e Uso Responsável de Espaços Coletivos. Em bom português: quem tentar arrancar dinheiro de visitantes com truques e abusos poderá receber multas que vão de R$ 500 a R$ 5 mil, dobrando em caso de reincidência.
Entre as infrações previstas estão:
– Cobrança de preços abusivos (R$ 3 mil de multa).
– Hostilização, intimidação ou assédio contra turistas (R$ 2,5 mil, podendo chegar a R$ 5 mil).
– Descarte irregular de lixo, barulho excessivo e depredação de patrimônio público.
Casos recentes mostram que a medida não é exagero: em Copacabana, um comerciante cobrou R$ 2.500 por uma caipirinha e outro pediu R$ 1 mil por duas espigas de milho. Ambos acabaram presos, mas a imagem do Rio como destino turístico sofreu mais um arranhão.
Knoploch garante que a ideia segue modelos internacionais:
“Queremos políticas públicas que promovam civilidade e proteção ao visitante, com medidas proporcionais e caráter preventivo.”
O projeto ainda precisa passar pelas comissões antes de ir ao plenário. Se aprovado, pode transformar o Rio em um lugar onde o turista paga caro apenas pelo pôr do sol — e não por uma caipirinha digna de leilão.
