A direita ganhou mais um capítulo importante na América do Sul. A conservadora Keiko Fujimori foi eleita nesta quarta (24) presidente do Peru após uma disputa voto a voto que terminou com diferença mínima — mas decisiva.
Com 99,8% das urnas apuradas, Fujimori alcançou 50,11% dos votos válidos, contra 49,88% do esquerdista Roberto Sánchez. A vantagem de cerca de 43 mil votos já é considerada irreversível, apesar da tensão política e da sinalização do adversário de que poderia não reconhecer o resultado.
A vitória no Peru não acontece isoladamente. Ela se soma ao avanço recente da direita em outros países, como a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia, reforçando uma mudança no tabuleiro político da região.
Em 2023, quando Lula assumiu seu terceiro mandato no Brasil, a esquerda dominava o continente com 8 dos 12 países sul-americanos. Agora, o cenário se inverteu: são 7 governos alinhados à direita contra 5 de esquerda, na virada mais clara dos últimos anos.
O avanço conservador tem seguido um padrão — discurso direto, foco em segurança, críticas ao Estado e defesa de políticas econômicas liberais. O recado das urnas é claro: o pêndulo político mudou de lado e, por enquanto, segue nessa direção.
