O ex-prefeito do Rio e candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes, partiu para o ataque nesta segunda-feira (24) ao falar sobre a situação financeira do Rio. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que o Estado está em uma situação “muito pior e mais difícil” do que a encontrada por ele na Prefeitura, mas garantiu: “dá pra resolver”.
Paes usou a nota máxima de crédito conquistada pela capital como cartão de visitas. Segundo ele, quando reassumiu a Prefeitura, em 2021, encontrou salários e 13º atrasados, caixa vazio e um rombo superior a R$ 6 bilhões. Agora, a cidade recebeu classificação “AAA” da Fitch Ratings.
“Se há seis anos eu dissesse que hoje a gente estaria celebrando essa conquista, todo mundo ia duvidar”, afirmou.
Na avaliação do candidato, o desafio no Estado será ainda maior. Paes citou uma dívida superior a R$ 160 bilhões com a União e um orçamento aprovado para 2026 com um rombo de quase R$ 19 bilhões.
A promessa, segundo ele, é começar a transição colocando a lupa nas contas públicas.
“Primeira coisa que eu vou fazer é me reunir com o governador interino e abrir o orçamento. Olhar despesa por despesa, contrato por contrato”, disse.
Paes também elevou o tom contra o grupo político que até recentemente comandava o Estado. Sem poupar críticas, afirmou que os cofres públicos foram “saqueados” nos últimos oito anos e acusou o grupo ligado ao governador Cláudio Castro e ao presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, de tentar permanecer no poder por meio do candidato apoiado pelos dois.
Ao falar sobre o Propag, programa federal de renegociação das dívidas dos Estados, Paes disse que que a adesão representa um alívio, mas fez uma ressalva: “não é a solução”.
Para o candidato, o caminho passa por controle de gastos, planejamento e, principalmente, retomada dos investimentos para tornar o Rio mais atrativo para empresas.
Mas Paes terminou o vídeo tentando trocar a discussão sobre números por uma mensagem eleitoral.
“De nada adianta ter nota de crédito se as pessoas não têm transporte digno, atendimento no hospital, escola boa pro filho e segurança nas ruas”, afirmou.
E fechou com uma frase feita sob medida para a campanha: “A nota que mais importa não vem de nenhuma agência de classificação de risco, mas sim de você”.
