Com a prisão do vereador Fábio Silva pela Polícia Federal, nesta última segunda-feira (19), o Rio de Janeiro assiste a um recorde indigesto de vereadores da capital atrás das grades. O número de prisões que atinge o Palácio Pedro Ernesto nos últimos anos inclui crimes que chocaram o país e ligações perigosas com o crime organizado. O cenário político carioca vive sua crise mais profunda de representatividade. Afinal, quem está fiscalizando a cidade?”
O levantamento dos nomes que passaram pela Câmara do Rio e acabaram nas mãos da justiça desenha um mapa assustador do poder local:
• Fábio Silva (2026): Acusado de chefiar monopólio ilegal de internet ligado à maior facção de tráfico do estado, o Comando Vermelho.
• Jorge Canella (2026): Coronel da reserva da PM preso em flagrante com fuzis e submetralhadora sem registro.
• Chiquinho Brazão (2024): Preso em Brasília sob acusação de ser mandante do caso Marielle Franco, em crime que remonta ao seu período de atuação na Câmara do Rio.
• Gabriel Monteiro (2022): Cassado e preso após escândalos e acusações de abuso sexual.
• Dr. Jairinho (2021): O primeiro vereador cassado da história da cidade, preso e condenado por homicídio qualificado.
• Cristiano Girão (2021): Ex-vereador preso e condenado a 45 anos como mandante de um duplo homicídio na Gardênia Azul.
O voto que vira algema
Para cientistas políticos e para o cidadão comum, o recorde de prisões acende um alerta vermelho. A facilidade com que o crime organizado e os desvios de conduta extrema penetram no Palácio Pedro Ernesto mostra que a fiscalização precisa começar muito antes da posse: nas urnas.
