Oposição articula candidatura única de Tereza Cristina para derrotar aliado de Lula; PL tem a maior bancada e aposta em virar o jogo
A direita já prepara sua próxima batalha em Brasília: tirar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) da presidência do Senado e impedir que Lula mantenha um aliado estratégico no comando da Casa.
O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) devem se reunir para discutir uma candidatura única contra Alcolumbre. A estratégia é evitar a divisão de votos e reunir forças para derrotar o atual presidente.
O PL terá 29 senadores na próxima legislatura, a maior bancada da Casa. Para vencer a eleição, são necessários 41 dos 81 votos. Tereza Cristina aparece como possível candidata e, segundo cálculos da oposição, poderia alcançar 42 apoios.
Do outro lado, Alcolumbre conta com o apoio de Lula e negocia com partidos do Centrão para permanecer no cargo. Ele afirma ter 48 votos, mas a oposição contesta a conta e estima que o senador teria apenas 38 apoios.
A disputa também envolve acordos partidários. Dirigentes do União Brasil e do PP sinalizaram apoio à reeleição de Alcolumbre, enquanto MDB, Republicanos e Podemos participam das articulações.
O que está em jogo vai muito além da cadeira de presidente. O comando do Senado influencia a pauta de votações, a análise de indicações ao STF e o andamento de pedidos de impeachment de ministros da Corte.
