Diretas já, mas dentro da lei

Jefferson Lemos
Foto - Arquivo/EBC

O Supremo Tribunal Federal confirmou que a sucessão no Estado do Rio deveria ocorrer por meio de eleição direta. Ainda que o voto direto seja visto como resposta legítima à crise, especialistas alertam que ele não pode ser usado como cortina de fumaça para manobras políticas.

Se aprovado, o pleito deve ocorrer em sua forma plena, com primeiro e segundo turnos, sem alegações de inviabilidade. Mas o respeito à Constituição é indispensável: cabe ao presidente da Alerj assumir o governo até a eleição, no lugar do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. Qualquer solução fora desse rito seria considerada inconstitucional.

Democracia com limites claros

O consenso político já aponta para o voto direto como caminho legítimo, mas a legalidade não pode ser atropelada. A intervenção do STF pode ampliar a participação democrática, mas não deve servir de pretexto para contornar regras estabelecidas. É a combinação entre democracia e constitucionalidade que pode devolver ao Rio a normalidade político-administrativa exigida pela sociedade.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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