O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bateu o martelo: Geraldo Alckmin (PSB) será novamente seu vice na corrida presidencial deste ano. A decisão, anunciada nesta terça-feira (31), põe fim às especulações que movimentavam os bastidores do governo e da base aliada, enterrando a pressão por nomes de partidos com maior peso eleitoral, como PSD e MDB.
Ao oficializar a escolha, Lula destacou que Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para disputar a vice-presidência “outra vez”. A confirmação ocorre após semanas de incerteza, em que o presidente chegou a sugerir que o aliado poderia ser mais útil concorrendo ao Senado por São Paulo.
Nos bastidores, setores do PT defendiam que a vaga fosse usada como ativo estratégico para ampliar a aliança ao centro, atraindo siglas como PSD ou MDB. O PSB, por sua vez, mobilizou-se para manter Alckmin na chapa, evitando desgaste com o governo.
Com a decisão, Lula sinaliza preferência pela estabilidade da parceria construída em 2022, preservando o espaço do PSB e reforçando a confiança na lealdade de Alckmin. A escolha também encerra, ao menos por ora, a disputa entre partidos de centro pela vice, consolidando a aliança que levou o petista de volta ao Planalto.
Adversários em 2006, Lula e Alckmin
transformaram rivalidade em parceria política. Desde 2022, o ex-tucano tem sido peça-chave em negociações internacionais e figura de confiança no governo. Agora, ambos se preparam para repetir a fórmula nas urnas.
