Carlos Bolsonaro (PL) renunciou oficialmente ao cargo de vereador nesta quinta-feira (11), encerrando um mandato que durou mais de duas décadas e transformou sua atuação em referência de técnica e atenção aos bastidores legislativos. Mas o que marcou o plenário não foi só a formalidade: foi o respeito. De colegas de partido a nomes da oposição, o reconhecimento foi unânime e aplaudido de pé.
O discurso de Carlos foi direto, mas carregado de emoção, especialmente ao mencionar o pai, Jair Bolsonaro: “Foi com ele que aprendi o peso da palavra coragem. E que política se faz com lealdade e sacrifício.” Um silêncio respeitoso tomou o plenário. A frase virou o momento mais simbólico da sessão.
Durante a fala da vereadora Rosa Fernandes (PSC), Carlos permaneceu ao lado da bancada do PL, Rafael Satiê, Paulo Messina, Diego Faro e Rogério Amorim, num gesto de unidade e amizade. Rosa fez questão de frisar que, mesmo nos momentos mais tensos, “Carlos nunca deixou de ser coerente”. Ela destacou a firmeza das convicções e a dedicação aos temas mais técnicos da Casa, muitas vezes longe dos holofotes.
Já o presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), foi direto: “Carlos foi um dos vereadores mais competentes que passaram por esta Casa.” O elogio, vindo de um adversário político, arrancou nova salva de palmas mais longas que a anterior. Caiado ainda pontuou o papel silencioso, porém estratégico, de Carlos em temas relevantes da cidade, chamando-o de “figura singular e respeitada por todos”.
A despedida oficializa o que nos bastidores já se sabia: Carlos vai mirar o Senado em 2026, com apoio da base bolsonarista no Rio e nacionalmente. Sai da Câmara, mas não sai da política. Leva com ele o respeito de quem viu de perto seu estilo discreto, técnico e leal.
No fim da sessão, os aplausos vieram espontâneos. Foi o tipo de homenagem rara, mais pela trajetória do que pelas palavras. Carlos deixa a cadeira na Câmara. Mas o protagonismo, esse ele carrega com ele.
