Bruno Bonetti, presidente municipal do Partido Liberal no Rio de Janeiro e reconhecido por sua notável capacidade de articulação política, assume nesta semana a vaga do senador Romário, que se licenciou por 120 dias por motivos pessoais. É a primeira vez que Bonetti ocupa um cargo eletivo, e sua chegada ao Senado já movimenta os bastidores de Brasília.
Próximo das principais lideranças do PL — como o presidente nacional da sigla, Waldemar Costa Neto, e o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes — Bonetti desembarca no Congresso com prestígio e trânsito político garantido. Sua trajetória recente inclui atuação como assessor especial do governador Cláudio Castro, onde ganhou fama por sua habilidade em organizar bases municipais e fortalecer a presença do partido no estado.
A escolha de Bonetti como suplente de Romário foi estratégica: o PL buscava alguém capaz de unir diferentes correntes internas e consolidar a força da legenda no Rio. Agora, no Senado, ele terá a oportunidade de transformar sua reputação de articulador em protagonismo legislativo.
A expectativa é de que sua posse seja marcada por pompa e circunstância, refletindo o peso político que conquistou dentro da legenda. Para aliados, Bonetti representa a renovação de quadros do PL e a chance de ampliar a influência do partido em pautas nacionais.
Bruno Bonetti não chega como novato, mas como um estrategista político que terá quatro meses para usar sua habilidade de articulação.
