Apontada pela militância de esquerda como modelo global de desenvolvimento social — com alto padrão de vida, igualdade de gênero, educação e saúde universais de qualidade, além de forte coesão social — a Suécia resolveu endurecer. O país, que já enquadrava adolescentes a partir dos 15 anos, decidiu reduzir ainda mais sua maioridade penal para tentar conter a criminalidade juvenil. A partir de julho, jovens de 13 anos poderão ser presos por crimes graves como homicídio e estupro qualificado.
No Brasil, a direita tenta reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, mas esbarra na resistência progressista e na política de desencarceramento do governo Lula, acusado pela oposição de estimular a “bandidolatria”. Enquanto isso, casos como o brutal assassinato do cão Orelha por adolescentes de classe alta escancaram a contradição nacional: aqui, quem mata aos 17 ganha sermão; na Suécia, quem mata aos 13 ganha cela.
Emergência declarada
O ministro da Justiça sueco, Gunnar Strömmer, declarou “emergência” após 52 menores de 15 anos terem sido processados por assassinato em apenas um ano. A Suécia, que historicamente mantinha a maioridade penal em 15 anos mesmo sob governos progressistas, decidiu que não dá mais para brincar de psicólogo com homicidas juvenis. Dinamarca, Noruega e Finlândia ainda seguem a tradição escandinava de fixar a responsabilidade penal aos 15 anos, mas os suecos resolveram romper com o modelo e endurecer ainda mais.
O contraste internacional
O cenário global mostra que o Brasil está isolado em sua leniência. Reino Unido pune desde os 10 anos; França desde os 13; Alemanha e Itália aos 14; Canadá aos 12; e até os Estados Unidos responsabilizam crianças de 6 a 12 anos em alguns estados. Países que os progressistas do Brasil adoram citar como “exemplos de desenvolvimento social” já tratam adolescentes homicidas como criminosos de verdade.
Impunidade como política nacional
Enquanto o mundo endurece para enfrentar a violência juvenil, o Brasil segue preso a discursos ideológicos, protegendo infratores e garantindo que a impunidade continue sendo a melhor amiga do crime.
