Senado barra dinheiro vivo em grandes transações comerciais e pagamentos

Jefferson Lemos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, em caráter terminativo, o projeto de lei que proíbe o uso de dinheiro em espécie em operações de alto valor, como a compra e venda de imóveis, automóveis e outros bens de grande porte. A medida, que agora segue para análise da Câmara dos Deputados, é considerada um avanço no combate à lavagem de dinheiro e crimes financeiros.

De autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR) e relatado por Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), o projeto 3.951/2019 estabelece que transações comerciais ou profissionais acima de R$ 10 mil não poderão ser realizadas em dinheiro vivo.
Além disso, pagamentos de boletos, faturas e tributos superiores a R$ 5 mil também ficam proibidos em espécie.

O texto endurece ainda mais ao restringir o transporte de valores acima de R$ 100 mil sem comprovação de origem e destino lícitos, e veta a posse de mais de R$ 300 mil em dinheiro vivo, salvo exceções previstas.

Segundo Arns, o objetivo é “dificultar a circulação de recursos sem rastreabilidade” e fechar brechas usadas em esquemas de corrupção, sonegação e ocultação de patrimônio. O senador lembra que operações da Polícia Federal já revelaram o uso de grandes quantias em espécie para mascarar recursos ilícitos.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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