O Rio de Janeiro acaba de oficializar uma iniciativa simbólica e de forte impacto social: a campanha permanente “Banco Vermelho”, voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher e ao feminicídio. A medida foi sancionada pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e publicada no Diário Oficial.
A nova lei (11.162/26), de autoria da deputada Tia Ju (REP), prevê a pintura ou adaptação de bancos em órgãos públicos na cor vermelha, acompanhados de frases de conscientização e incentivo à denúncia, como: “Em memória de todas as mulheres vítimas de feminicídio” e “Denuncie – Ligue 180”.
Segundo a parlamentar, trata-se de uma ação de baixo custo e alto impacto social, capaz de mobilizar comunidades mesmo em cenários de restrição orçamentária. A campanha poderá ser implementada em locais de grande circulação, como universidades, escolas, unidades de saúde, espaços culturais, além de estações de trem e metrô.
Cada espaço público deverá contar, preferencialmente, com ao menos um banco vermelho. A lei também abre espaço para parcerias com instituições da sociedade civil, entidades privadas e grupos comunitários, ampliando o alcance da iniciativa.
O “Banco Vermelho” é mais do que um assento: é um símbolo de resistência e memória, que transforma o espaço urbano em ferramenta de educação e alerta contra a violência de gênero.
