A Justiça do Rio de Janeiro converteu em prisão preventiva a detenção de seis homens flagrados agredindo uma capivara na Ilha do Governador, no último sábado (21). Além disso, eles foram enquadrados pelo Ibama no Decreto Cão Orelha e terão de pagar R$ 20 mil de multa cada um. É a 1ª vez que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis aplica as novas normas, editadas há 15 dias. O grupo, acompanhado de dois adolescentes, foi surpreendido por câmeras de segurança enquanto atacava o animal com barras de ferro e pedaços de madeira, causando ferimentos graves.
O juiz Rafael Rezende, da Central de Audiência de Custódia de Benfica, destacou a brutalidade do ato e a necessidade de garantir a ordem pública. “A gravidade em concreto do delito demonstra a necessidade da prisão cautelar (…). As imagens amplamente divulgadas revelam a extrema crueldade do crime”, afirmou ao negar liberdade provisória aos acusados, mesmo diante de argumentos de residência fixa e primariedade.
O animal, resgatado em estado crítico por agentes das secretarias municipais de Proteção e Defesa dos Animais e Meio Ambiente, foi encaminhado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Universidade Estácio de Sá. Segundo a instituição, a capivara apresentou melhora e já conseguiu se levantar.
Os seis adultos responderão por maus-tratos a animais, associação criminosa e corrupção de menores, enquanto os adolescentes serão responsabilizados por atos infracionais relacionados aos mesmos crimes.
O caso, amplamente repercutido nas redes sociais, reacende o debate sobre violência contra animais e a necessidade de punições severas para práticas de crueldade.
