Ré pela morte de Henry Borel, Monique Medeiros perde cargo de professora do município

Jefferson Lemos
Monique deixou o Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, no início da semana, após decisão judicial que relaxou sua prisão preventiva (Fernando Frazão/EBC)

A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou, nesta quarta-feira (25), a demissão de Monique Medeiros, ré pelo homicídio do menino Henry Borel, do cargo de professora da rede municipal. A exoneração é resultado do encerramento do processo administrativo que investigava a conduta da servidora.

Do cárcere à exoneração

Monique deixou o Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, no início da semana, após decisão judicial que relaxou sua prisão preventiva. O júri popular, inicialmente marcado para março, foi adiado para 25 de maio. A medida judicial alegou “constrangimento ilegal” diante da postergação do julgamento.

Pressão do Ministério Público

Apesar da liberdade provisória, o Ministério Público do Rio (MPRJ) já recorreu da decisão e pede o retorno imediato de Monique ao sistema prisional. O recurso está em análise no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).

Caso Henry Borel

Na esfera criminal, Monique responde por omissão, tortura e fraude processual na morte do filho, ocorrida em março de 2021. O processo também envolve o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, cuja defesa provocou o adiamento do júri ao abandonar a sessão após ter um pedido negado pela juíza Elizabeth Louro.

 

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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