Mais cacau, menos enganação: Senado aprova nova regra para chocolates

Jefferson Lemos
Foto- Freepik

Em uma decisão que promete mexer com a indústria e o paladar dos brasileiros, o Senado aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto de lei 1.769/2019, que estabelece percentuais mínimos de cacau para que produtos possam ser classificados como chocolate no país. A medida também obriga que a informação seja exibida de forma clara e destacada nos rótulos.

O texto, relatado pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), substitui a proposta original do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) e cria critérios mais rígidos para o setor. Entre eles:

  • Chocolate deverá conter ao menos 35% de sólidos de cacau; Chocolate ao leite precisará ter 25% de cacau e 14% de leite;
  • Chocolate branco exigirá 20% de manteiga de cacau;
  • Limite para uso de outras gorduras vegetais;
  • Percentual de cacau em destaque na parte frontal da embalagem.

A iniciativa busca frear a prática comum de vender produtos com baixo teor de cacau como “chocolate”, elevando o padrão de qualidade e garantindo mais transparência ao consumidor. Especialistas apontam que a mudança pode impactar preços e receitas, mas também estimular a produção nacional de cacau.

O projeto segue agora para ajustes finais antes da sanção presidencial. Caso vire lei, a indústria terá prazo para se adequar às novas regras — e os consumidores, finalmente, saberão quanto cacau há em cada mordida.

Compartilhe Este Artigo
Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *