De um lado, um projeto do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) queria empurrar o Brasil para o 100% digital: fim do papel-moeda, nada de cédula na carteira e todas as transações controladas e monitoradas eletronicamente.
Do outro, veio a reação: a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados não só REJEITOU a proposta como aprovou um projeto no sentido oposto, relatado por Bia Kicis (PL-DF), que impede a extinção do dinheiro em espécie e obriga o Banco Central a manter o acesso ao papel-moeda.
Traduzindo: tentaram tirar o dinheiro físico de circulação… e a Câmara respondeu garantindo que ele continue existindo.
A justificativa é direta: milhões de brasileiros ainda dependem do dinheiro vivo — seja por falta de acesso digital, seja por escolha. E mais: segundo a relatora, acabar com o papel-moeda NÃO acaba com corrupção nem crime.
O recado político ficou claro: quando o tema mexe com o bolso do povo, o embate é pesado — e o Congresso pode, sim, frear esse tipo de mudança.
O projeto que protege o dinheiro físico, Projeto de Lei 3341/24, da deputada Júlia Zanatta (PL-SC), ainda vai tramitar em outras comissões, mas já chega forte: com respaldo e com narrativa.
