Enquanto muita gente entra no modo férias, na Alerj a ordem é outra: seguir o dinheiro. A Comissão de Contenção de Gastos decidiu ignorar o recesso parlamentar e continuar funcionando — com alvo direto nas contas do Estado.
O próximo movimento já tem data: 30 de junho. Nesse dia, Tribunal de Justiça e Controladoria Geral vão sentar na mesma mesa para explicar números, contratos e decisões. A estratégia é clara: cruzar dados e expor inconsistências.
Na semana seguinte, dia 7 de julho, entra em cena a Procuradoria do Estado. E a lista de convocados deve crescer.
O presidente da comissão, Jair Bittencourt (PL), não esconde o tom: a ideia é acelerar o pente-fino e ir além da superfície. Segundo ele, já tem informação suficiente na mesa — o resto está chegando.
O foco vai muito além da folha de pagamento. A comissão quer pegar práticas que viraram rotina nos bastidores: licitações abertas sem dinheiro garantido, falhas de planejamento e gastos que aparecem sem explicação clara.
“Não é só olhar o passado. É travar o que pode explodir lá na frente”, resumiu.
O alerta também veio do deputado Luiz Paulo (PSD), que colocou o Propag no radar. O programa promete aliviar a dívida do Rio, mas cobra disciplina pesada. Traduzindo: ou o Estado se organiza, ou a conta volta ainda maior.
Participaram também da audiência os deputados Tia Ju (REP) e Alan Lopes (PL).
A comissão agora quer ampliar o cerco: servidores públicos e setor produtivo também devem ser chamados para o debate.
No fim das contas, o recado é direto: o recesso pode até chegar, mas a investigação não entra em férias — e o cofre do Estado virou alvo permanente.
