Horário eleitoral começa sexta. Veja quem terá mais tempo na TV

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A campanha eleitoral de 2026 vai ganhar voz, rosto e muito tempo de televisão a partir da próxima sexta-feira (28). É quando começa oficialmente a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, que seguirá até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

E a primeira disputa já aparece antes mesmo de os candidatos entrarem no ar: quem tem bancada grande terá muito mais tempo para tentar convencer o eleitor.

Pela regra eleitoral, 90% do tempo de propaganda são distribuídos de acordo com o número de deputados federais eleitos por cada partido ou federação. Os outros 10% são divididos igualmente entre as legendas habilitadas.

Para fazer a conta de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou 510 deputados federais. Três parlamentares eleitos pelo Novo — Adriana Ventura, Gilson Marques e Marcel van Hattem — ficaram fora do cálculo porque a legenda não atingiu a cláusula de desempenho.

União Brasil e PP saem na frente

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, aparece com a maior bancada considerada pelo TSE: 104 deputados.

Na sequência vêm o PL, com 98, e a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, com 81.

Na prática, isso significa que as maiores forças partidárias largam com uma vantagem preciosa: mais segundos diante das câmeras para apresentar candidatos, propostas e, principalmente, tentar conquistar o eleitor.

Lula terá o maior tempo entre os presidenciáveis

Na corrida pelo Palácio do Planalto, o maior espaço será da coligação Brasil Pronto para Mais, que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A aliança, formada por PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede, terá 5 minutos e 31 segundos por dia.

O PL, de Flávio Bolsonaro, vem logo atrás, com 4 minutos e 20 segundos.

Depois aparecem o PSD, de Ronaldo Caiado, com 2 minutos e 2 segundos, e o Avante, de Augusto Cury, com 35 segundos.

Já candidatos de partidos que não atingiram os requisitos da legislação eleitoral, como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não terão espaço nos blocos do horário eleitoral gratuito.

Ou seja: enquanto alguns candidatos terão vários minutos para falar diretamente com o eleitor, outros terão de disputar atenção praticamente sem a vitrine da propaganda oficial.

Quem estreia primeiro?

No primeiro programa presidencial, o Avante será o primeiro a aparecer. Depois vêm PSD, PL e, por último, a coligação de Lula.

A ordem muda nos programas seguintes, em sistema de rodízio.

Na sexta-feira (28), a estreia será dos candidatos a senador, deputado estadual ou distrital e governador.

A propaganda presidencial começa no sábado (29), junto com a de deputado federal.

Quando o eleitor vai ouvir e ver os candidatos?

No rádio, os programas serão transmitidos às 7h e ao meio-dia.

Na televisão, entram no ar às 13h e às 20h30, sempre pelo horário de Brasília.

Às terças, quintas e sábados, o espaço é reservado para presidente e deputado federal.

Às segundas, quartas e sextas, entram na disputa os candidatos a governador, senador e deputado estadual ou distrital.

E tem mais: além dos programas fixos, as emissoras terão de exibir inserções de 30 ou 60 segundos espalhadas pela programação.

É aquela propaganda que aparece no meio da novela, do jornal, do futebol e dos demais programas — justamente para tentar pegar o eleitor de surpresa no sofá.

Segundo turno muda tudo

Se houver segundo turno, a propaganda eleitoral volta ao rádio e à televisão em 9 de outubro e segue até 23 de outubro.

Nesse caso, o tempo será dividido igualmente entre os candidatos que continuarem na disputa.

A eleição está marcada para 4 de outubro. Se ninguém conseguir maioria absoluta dos votos válidos para presidente ou governador, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Até lá, uma coisa é certa: a partir de sexta-feira, a campanha deixa de ser apenas promessa em palanque e começa a entrar diariamente na casa do eleitor.

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