Enquanto propostas para endurecer penas contra estupradores seguem sendo barradas no debate político, como a da castração química, a realidade nas ruas é outra: criminosos reincidentes continuam fazendo novas vítimas.
Em Barueri (SP), câmeras de segurança registraram uma cena revoltante. Wellington de Oliveira Santos invadiu um condomínio, entrou em um apartamento e tentou estuprar a nutricionista Jéssica Elen Soares da Silva, de 33 anos.
Ele só não conseguiu porque encontrou resistência.
Praticante de jiu-jitsu, muay thai e boxe, Jéssica lutou sozinha por cerca de 30 minutos dentro do próprio apartamento. Foi agredida, ameaçada de morte, teve a boca tampada — mas não se entregou. Em um momento decisivo, aplicou um “mata-leão” no agressor e conseguiu escapar.
As imagens de câmeras de segurança do condomínio mostram o desespero: ela corre pelo corredor, bate de porta em porta pedindo ajuda. Mesmo assim, ainda foi atacada novamente fora do apartamento. O criminoso só foi contido quando vizinhos ouviram os gritos e intervieram.
A polícia prendeu o homem em flagrante.
Mas o que mais revolta vem depois.
Wellington não era um desconhecido da Justiça. Ele já tinha sido condenado a mais de 11 anos de prisão por crimes ligados à exploração sexual e acumulava passagens por violência, roubo e outros delitos. Mesmo com esse histórico pesado, estava em liberdade condicional desde 2021.
Ou seja: voltou às ruas — e quase fez mais uma vítima.
Agora, ele responde por tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio. A defesa da vítima ainda pede que o caso seja tratado como tentativa de feminicídio.
Diante da reincidência, a Justiça converteu a prisão em preventiva.
O caso escancara uma pergunta incômoda: quantas mulheres ainda vão precisar reagir sozinhas para sobreviver enquanto criminosos com histórico violento continuam sendo colocados de volta nas ruas?
