Na manhã desta terça-feira (16), a Polícia Civil de Roraima – com apoio do Ministério da Justiça – deflagrou a Operação Rota do Norte, a primeira grande ofensiva nacional contra o Tren de Aragua, facção venezuelana conhecida pela violência extrema e expansão internacional.
Coincidência ou não, a ação ocorre dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a morte de um dos chefões mais temidos do grupo, elevando a pressão global sobre a organização criminosa.
A operação acontece simultaneamente no Rio de Janeiro e em outros cinco estados — Roraima, Amazonas, São Paulo, Minas Gerais e Paraná — com 25 mandados de prisão e mais de 30 buscas contra integrantes e aliados da facção.
As investigações apontam um cenário alarmante: o Tren de Aragua não apenas atua no Brasil, mas virou peça-chave no fortalecimento de facções locais, sendo responsável pelo fornecimento de armamento pesado ao Comando Vermelho.
Entre o arsenal, estão fuzis, metralhadoras calibre .50 e até lança-granadas — equipamentos de alto poder destrutivo. A ofensiva tenta sufocar as finanças, cortar o fluxo de armas e travar o avanço da organização no país.
