O Governo do Estado do Rio de Janeiro deu início a uma ofensiva tecnológica sem precedentes contra o crime organizado que opera de dentro das cadeias. Com investimento de R$ 431 milhões, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) homologou a contratação da empresa IMC Tecnologia em Segurança para instalar bloqueadores de sinal de celular, Wi-Fi e drones em unidades prisionais e hospitalares. O primeiro equipamento será ativado nos próximos 30 dias, com previsão de cobertura total até o início de 2026.
Controle e segurança como prioridade
O governador Cláudio Castro celebrou a medida como um marco estratégico na política de segurança pública. “Estamos garantindo mais controle nos presídios e proteção para a sociedade. Essa tecnologia impede que presos articulem crimes com o mundo externo, como vimos em casos chocantes, incluindo o assassinato de três médicos em 2023, ordenado por chamada de vídeo feita de dentro de uma cela”, declarou.
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Facções sob cerco
Entre 2023 e 2024, mais de 6 mil celulares foram apreendidos em operações dentro das cadeias, muitos deles em posse de integrantes da facção criminosa Povo de Israel. A nova tecnologia promete cortar esse elo de comunicação que alimenta o poder das organizações criminosas atrás das grades.
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Fim das regalias, início da retomada
A iniciativa representa mais um marco na gestão Cláudio Castro, que nos últimos anos tem intensificado ações para desmantelar privilégios de líderes do crime. Com os bloqueadores, o Rio dá um passo decisivo para silenciar o crime onde ele mais se fortaleceu: dentro dos presídios, beneficiado por brechas legais e estruturas frágeis.
O cerco está fechado. E desta vez, o silêncio será imposto pela tecnologia.
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