A Prefeitura do Rio autorizou a compra de R$ 55,5 mil em medalhas para a recém-criada Força Municipal, divisão de elite da Guarda Municipal. A aquisição foi feita sem licitação, diretamente com a empresa Tocoin Moedas. A justificativa é “elevar o moral da tropa”, mas o gasto chama atenção por acontecer antes mesmo de a recém criada unidade ter tempo de mostrar resultados concretos nas ruas.
A Força Municipal começou a atuar em março, patrulhando áreas turísticas e comerciais como Cinelândia, Presidente Vargas e Jardim de Alah. Atualmente com cerca de 600 agentes, a prefeitura abriu inscrições para mais 600 vagas de formação, mirando dobrar o efetivo e expandir para bairros da Zona Oeste.
O investimento em medalhas é apenas um detalhe dentro de um orçamento que já ultrapassa R$ 60 milhões para a implementação da Força Municipal. Parte desse montante vem de um convênio de R$ 29,9 milhões com o governo federal, válido por três anos, que inclui até a utilização da sede da PRF como academia de formação.
Enquanto a tropa ainda engatinha em sua atuação, o caixa público já corre para bancar medalhas e reforçar a imagem da nova unidade. O discurso oficial fala em “elevar o moral”, mas o que se vê é a pressa em gastar — e transformar a Força Municipal em vitrine política reluzente.

