Desordem e bagunça: posto desativado no Leme vira estacionamento improvisado e prefeitura fecha os olhos

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Para estacionar em local improvisado no Leme, motoristas têm que pagar pelo menos R$ 40 (Foto: Enviada pelo leitor de Coisas da Política)

Marca registrada da gestão de Eduardo Paes (PSD) nos últimos anos, a desordem urbana continua ganhando novos exemplos na cidade do Rio. O mais recente é um posto de combustíveis desativado na Praia do Leme, Zona Sul da capital, que virou um estacionamento improvisado.

O local fica no canteiro central da avenida da praia e não possui vagas organizadas, ficando os veículos amontoados, dividindo espaço com os tapumes que protegem as antigas bombas. Quem quiser parar por lá, precisa pagar pelo menos R$ 40. Não há identificação clara de quem está explorando a atividade em um dos pontos mais visitados do Rio.

Prefeitura fecha os olhos

A reportagem de COISAS DA POLÍTICA questionou à Secretaria municipal de Fazenda se o estacionamento possui os devidos alvarás e autorizações para funcionar, bem como quem é seu responsável. As mesmas perguntas foram encaminhadas à Secretaria municipal de Ordem Pública, responsável pelo ordenamento urbano. Nenhuma delas respondeu.

Este não é um caso isolado de desordem urbana provocada por exploração de estacionamento sem a organização necessária. Em pontos turísticos da cidade como o Pão de Açúcar e o Maracanã, por exemplo, flanelinhas lotearam as vagas públicas na rua, sem nenhuma repressão por parte das autoridades municipais, cobrando valores exorbitantes de quem deseja estacionar.

Horas após a publicação deste texto, a Secretaria Municipal de Ordem Pública se manifestou, limitando-se a informar que o estabelecimento tem alvará ativo para a atividade de estacionamento rotativo, além de outras atividades. No entanto, não informou a quem essa autorização teria sido concedida.

 

 

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