A intervenção na Master Transportes continua reverberando além da reorganização das linhas da Baixada Fluminense. Nos últimos dias, um movimento inesperado chamou atenção: o DETRO/RJ decidiu se posicionar, ainda que de forma indireta, sobre o destino dos trabalhadores desligados da empresa.
Em ofício encaminhado ao sindicato patronal TransÔnibus, o presidente Raphael Salgado solicitou que as viações que assumiram as linhas priorizem a contratação dos ex-funcionários da Master. A resposta veio em tom de parceria: o sindicato afirmou já estar atuando para dar visibilidade a esses profissionais e estimular sua absorção pelas empresas da região.
Sem poder intervir diretamente nas relações trabalhistas, o DETRO/RJ fez o que estava ao seu alcance — e conseguiu colocar o tema na pauta. Nos bastidores, a leitura é clara: o recado foi dado. Agora, o avanço depende da regularização dos trâmites legais que encerram os vínculos da Master, etapa que deve abrir caminho para a recolocação dos trabalhadores.
Esse episódio revela que, mais do que reorganizar linhas, a intervenção expôs um desafio social: garantir que a engrenagem do transporte público não deixe para trás quem o manteve funcionando.
