Em uma audiência pública marcada por reivindicações contundentes e propostas estratégicas, a Firjan elevou o tom nesta quarta-feira (27) ao cobrar melhorias imediatas na infraestrutura logística do Leste Fluminense. O encontro, promovido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em Niterói, teve como foco o contrato de concessão da EcoVias Ponte, responsável pela operação da Ponte Rio-Niterói (BR-101/RJ).
Congestionamentos crônicos no alvo
A federação destacou a urgência de medidas para combater os engarrafamentos diários que sufocam o acesso à Ilha da Conceição, Barreto e demais municípios da região.
“A logística não é apenas um desafio técnico, é uma questão que afeta diretamente a qualidade de vida e a competitividade industrial do Leste Fluminense”, afirmou Ricardo Guadagnin, presidente da Firjan Leste Fluminense.
Propostas estruturantes em debate
Entre os principais pleitos apresentados, estão:
– Criação de faixa adicional no ‘garrafão’ da ponte, ponto crítico de acesso a Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Região dos Lagos.
– Prolongamento da Rua Jansen de Melo, que permitirá a integração entre os dois trechos da Avenida Washington Luís, eliminando o gargalo conhecido como “sinal do Guanabara”.
– Melhoria no acesso ao polo industrial da Ilha da Conceição, considerado vital para o escoamento da produção regional.
Tecnologia como aliada: pedágio sem barreiras
A Firjan também defendeu a implementação do sistema de livre passagem (Free Flow), já adotado em outras rodovias do país. Segundo Diogo Martins, especialista de Infraestrutura da entidade, a medida traria ganhos imediatos na fluidez do tráfego e permitiria a ampliação das faixas de acesso no sentido Rio.
“Menos retenção, mais eficiência e um sistema alinhado às melhores práticas internacionais”, resumiu.
Parceria público-privada como caminho
Ao final da audiência, a Firjan reafirmou seu compromisso em colaborar com o setor público na construção de soluções inovadoras.
“Estamos aqui para somar, propor e acompanhar. O Leste Fluminense não pode esperar”, concluiu Martins.